O essencial que deve saber para se prevenir de uma das doenças que mais preocupa as mulheres.
Quatro vítimas por dia e mais de quatro mil novos casos detectados por ano em Portugal. São números impressionantes que atribuem ao cancro da mama o estatuto de segunda causa de morte no sexo feminino. Mas nem tudo é negro no cenário desta doença. A cada dia que passa novas moléculas, tratamentos e técnicas de detecção e cirurgia são desenvolvidas, permitindo minimizar o impacto da patologia. Apesar de tudo, é sabido que prevenir e detectar precocemente é a maior garantia de sucesso. E isto é algo que também depende de si…
Perfil de risco
Pertencer ao sexo feminino, não ter filhos e ter iniciado a menstruação cedo ou a menopausa tarde são alguns dos factores considerados de risco. Os antecedentes familiares figuram também nesta lista, embora se calcule que só dez por cento dos casos sejam hereditários.
A incidência tende a aumentar com a idade e dado o papel das hormonas nesta patologia alguns especialistas atribuem à terapia hormonal de substituição ou ao uso da pílula um potencial risco. Mas, num ponto, todos concordam. A influência do estilo de vida!
Sabe-se que o excesso de peso, o consumo de álcool, uma dieta desequilibrada e rica em gorduras, o sedentarismo e até a poluição ou o stress podem ter um impacto significativo.
Vigilância regular
O primeiro passo para avaliar a saúde do peito é em conhecê-lo bem. Assim, todos os meses cinco a oito dias após a menstruação faça o auto-exame.
Trata-se de um gesto simples deve ser realizado por todas as mulheres a partir dos 15 anos e que consiste na observação, para detectar alterações na aparência da mama ou mamilo, e na palpação da mama e zona da axila.
Caso note alguma irregularidade consulte o seu médico, mas evite entrar em pânico. Acredita-se que apenas cerca de 20 por cento dos nódulos detectados desta forma sejam motivo de preocupação.
Ajuda especializada
Uma vez no consultório e, após a observação médica, podem revelar-se úteis outros exames como a mamografia ou ecografia mamária. Enquanto a mamografia, mais comum após os 40 anos, detecta mudanças na glândula mamária, a ecografia mostra outro tipo de alterações e é a mais indicada na faixa dos 30, dada a densidade do seu tecido mamário.
Como fazer o autoexame aos seios
Em caso de dúvida, pode ser feita uma punção, biópsia ou ressonância magnética. Embora o rastreio deste tipo de cancro se inicie por norma só aos 45 anos, cabe ao médico avaliar se se justificam exames antecipados. Se tiver casos de cancro da mama na família poderá ser encaminhada para uma consulta específica para tumores hereditários.
Autoexame em três velocidades
Diante do espelho, coloque a mão esquerda atrás da nuca e palpe a mama esquerda e zona da axila com a outra mão.
Faça o exame seguindo os três passos que se seguem e depois repita o procedimento na outra mama, usando a mão oposta.
– Percorra toda a área da mama com as pontas dos dedos fazendo movimentos verticais de cima para baixo.
– Com movimentos em espiral e partindo da periferia da mama, palpe a toda a volta até atingir o mamilo.
– Como o ponteiro de um relógio, faça movimentos «vaivém» do centro à periferia da mama, até completar um círculo.
Dica
Aplicar um gel ou creme na pele antes de fazer o auto-exame facilita os movimentos.
fonte: Sapo LifeStyle / Parceiro: Manuela Vasconcelos