Diagnóstico: Demência. e agora?
Em Portugal, estima-se que existam cerca de 153.000 pessoas com demência, das quais 90.000 com Doença de Alzheimer. Todos os anos 1,4 milhões de cidadãos europeus desenvolvem demência. O aumento destes números começa a provocar fortes constrangimentos às estruturas residenciais para pessoas idosas.
Com os olhos postos no futuro iminente, a Fundação AFID Diferença apresentou no ano passado um projeto ao prémio BPI Sénior com o objetivo de criar uma Unidade de Neuro-Estimulação – Projeto UNE – que preste apoio as Pessoas com Demência e as suas famílias.
O crescente envelhecimento da população e o aumento das situações de demência, ligada ao próprio processo de envelhecimento ou em idade precoce (por volta dos 50 anos de idade), provoca a necessidade de reestruturação das respostas sociais existentes ou a criação de novas formas e abordagens de intervenção.
Neste sentido, e contando hoje, na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) AFID Geração, existe num total de 63 idosos, 47% com demência clinicamente diagnosticada e no Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), 30% num total de 115 pessoas. A AFID sentiu a necessidade de dar algo mais para a melhoria contínua dos utilizadores dos seus serviços.
Onde deixei as chaves? E agora como vou para casa? Como vieram as pilhas parar ao congelador?
São perguntas como estas que nos devem deixar em alerta. A Demência trata-se de uma alteração progressiva da memória e de outras funções cognitivas. As pessoas que desenvolvem uma demência, além das alterações significativas ao nível da memória, apresentam danos em múltiplas funções cognitivas como, por exemplo, desorientação pessoal, espacial e temporal, afasia, apraxia, acalculia, dificuldades no desenho, dificuldades no planeamento e execução de tarefas complexas que no seu conjunto refletem uma desorganização funcional e afetam o desempenho nas atividades de vida diária.
Existem diversos tipos de demência, as irreversíveis como: Doença de Alzheimer, demência da causa vascular, demência mista, demências frontotemporais, Parkinsónica e de Corpos de Lewy. Existem também as reversíveis como, por exemplo, as traumáticas, tumorais (apesar de nem todas) ou as causadas por carências vitamínicas, metabólicas por carência de ácido fólico ou por utilização de fármacos.
fonte: Sapo Lifestyle