{"id":3261,"date":"2015-10-06T11:18:54","date_gmt":"2015-10-06T11:18:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.formuladeafeto.pt\/?p=3261"},"modified":"2015-10-06T11:18:54","modified_gmt":"2015-10-06T11:18:54","slug":"autismo-nao-esta-a-aumentar-mas-melhores-formas-de-diagnostico-fazem-subir-estatisticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/formuladeafeto.pt\/web\/2015\/10\/06\/autismo-nao-esta-a-aumentar-mas-melhores-formas-de-diagnostico-fazem-subir-estatisticas\/","title":{"rendered":"Autismo n\u00e3o est\u00e1 a aumentar mas melhores formas de diagn\u00f3stico fazem subir estat\u00edsticas!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Novos estudos internacionais asseguram que h\u00e1 maior n\u00famero de casos porque anteriormente eram muitas as situa\u00e7\u00f5es que eram mal diagnosticadas\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Nos dias que correm, h\u00e1 mais, mas o n\u00famero n\u00e3o est\u00e1 a aumentar. Parece um paradoxo mas n\u00e3o \u00e9. Novos estudos internacionais asseguram que h\u00e1 maior registo oficial de casos porque anteriormente eram muitas as situa\u00e7\u00f5es de autismo que eram mal diagnosticadas e que n\u00e3o eram consideradas como tal. Uma investiga\u00e7\u00e3o publicada no British Medical Journal, que alerta para diferentes formas de avalia\u00e7\u00e3o da perturba\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m aponta nesse sentido. Muitas pessoas com dificuldades de aprendizagem ou a quem eram apontados atrasos mentais eram, na realidade, autistas, concluem agora v\u00e1rias an\u00e1lises.<\/p>\n<p>A perturba\u00e7\u00e3o do espetro do autismo \u00e9 uma desordem global do desenvolvimento neurol\u00f3gico envolvendo zonas cerebrais respons\u00e1veis pela comunica\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00f5es e sentidos. \u00abEsta altera\u00e7\u00e3o cerebral p\u00f5e em causa a capacidade da pessoa comunicar, responder adequadamente e estabelecer relacionamentos\u00bb, explica Nora Cavaco, professora universit\u00e1ria na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o especial e investigadora especializada em autismo, sa\u00fade e psicologia, autora do livro \u00abPedro Abra\u00e7o, o menino autista\u00bb.<\/p>\n<p><strong>A perturba\u00e7\u00e3o que provoca dificuldades de relacionamento<\/strong><\/p>\n<p>De etiologias m\u00faltiplas, o autismo n\u00e3o \u00e9 uma perturba\u00e7\u00e3o degenerativa mas apresenta d\u00e9fices significativos em \u00e1reas cruciais do desenvolvimento humano, bastante limitativos afetando a comunica\u00e7\u00e3o social reciproca e emocional transversal a diversos contextos, os comportamentos revelam padr\u00f5es repetitivos de atividades, tarefas e interesses.\u00a0Estes comprometimentos provocam dificuldades no relacionamento com os outros diferentes de si\u00bb, sublinha a investigadora.<\/p>\n<p>\u00abAssim como no entendimento, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de uma intera\u00e7\u00e3o ou ainda relacionamento, revelando uma linguagem unilateral e inabilidade em envolver-se com os outros\u00bb, acrescenta. \u00abMensagens com conte\u00fados pouco expl\u00edcitos n\u00e3o devem ocorrer com a pessoa autista, pela dificuldade da mesma em entender para al\u00e9m do concreto, devendo partir das suas viv\u00eancias di\u00e1rias, o que limita uma conversa\u00e7\u00e3o normal\u00bb, esclarece ainda Nora Cavaco.<\/p>\n<p>\u00abA linguagem \u00e9 utilizada mais para solicitar algo do que propriamente partilhar emo\u00e7\u00f5es, sentimentos ou simplesmente conversar\u00bb, refere a especialista. \u00abAtualmente os profissionais de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, assim como as fam\u00edlias j\u00e1 det\u00eam maior informa\u00e7\u00e3o sobre o espetro do autismo, conseguindo detetar as caracter\u00edsticas do quadro do espetro desde a primeira inf\u00e2ncia\u00bb, refere.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o \u00abpossibilita um despiste precoce e, segundo estudos recentes na \u00e1rea, [permite] avan\u00e7ar com um trabalho de interven\u00e7\u00e3o intensivo, em conjunto, sist\u00e9mico e hol\u00edstico pelos t\u00e9cnicos e fam\u00edlia minimizando assim poss\u00edveis agravamentos do quadro clinico da crian\u00e7a autista\u00bb, diz ainda a docente universit\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas em cada 10 crian\u00e7as com autismo<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, com base em pesquisas efetuadas, podemos considerar que cerca de tr\u00eas em cada 100 crian\u00e7as s\u00e3o diagnosticadas com autismo, ultrapassando assim 1% da popula\u00e7\u00e3o considerada at\u00e9 muito recentemente com a perturba\u00e7\u00e3o do espetro. \u00abEstima-se que em Portugal, est\u00e3o diagnosticados mais de 65.000 autistas e que o crescimento ocorre \u00e0 semelhan\u00e7a do que acontece noutros pa\u00edses\u00bb, avan\u00e7a a especialista.<\/p>\n<p>Pessoas que apresentam \u00abos diversos n\u00edveis de gravidade, assim como outras perturba\u00e7\u00f5es que atualmente est\u00e3o englobadas no espetro (perturba\u00e7\u00e3o de Asperger, autismo infantil, autismo de Kanner, autismo de alto funcionamento, autismo at\u00edpico, perturba\u00e7\u00e3o global do desenvolvimento sem outra especifica\u00e7\u00e3o, perturba\u00e7\u00e3o desintegrativa da segunda inf\u00e2ncia)\u00bb, elucida ainda Nora Cavaco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>fonte: Sapo LifeStyle<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias que correm, h\u00e1 mais, mas o n\u00famero n\u00e3o est\u00e1 a aumentar. 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