{"id":3273,"date":"2015-10-06T11:29:14","date_gmt":"2015-10-06T11:29:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.formuladeafeto.pt\/?p=3273"},"modified":"2015-10-06T11:29:14","modified_gmt":"2015-10-06T11:29:14","slug":"a-nova-dieta-do-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/formuladeafeto.pt\/web\/2015\/10\/06\/a-nova-dieta-do-cerebro\/","title":{"rendered":"A nova dieta do c\u00e9rebro!"},"content":{"rendered":"<p><strong>H\u00e1 um novo regime alimentar que promete reduzir at\u00e9 53 por cento o risco de doen\u00e7a de Alzheimer. Veja o que (n\u00e3o) deve ingerir para evitar a patologia.<\/strong><\/p>\n<p>Ainda que as causas de doen\u00e7as degenerativas, como a de Alzheimer, n\u00e3o sejam totalmente conhecidas, a ci\u00eancia j\u00e1 demonstrou que fatores como a alimenta\u00e7\u00e3o podem ser decisivos para o seu aparecimento. Fruto de uma investiga\u00e7\u00e3o realizada nos Estados Unidos da Am\u00e9rica nasceu um novo plano alimentar que permitiu reduzir at\u00e9 53 por cento o risco de doen\u00e7a de Alzheimer. A dieta MIND, siglas de Mediterranean-DASH Intervention for Neurodegenerative Delay, como foi designada, \u00e9 um programa alimentar desenvolvido com base nos alimentos e nutrientes que a ci\u00eancia tem vindo a provar terem efeitos (positivos e negativos) na fun\u00e7\u00e3o cerebral.<\/p>\n<p>Este novo regime proposto por especialistas mistura conceitos da dieta mediterr\u00e2nea e da dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), desenvolvida pelo governo norte-americano para baixar a press\u00e3o arterial e com foco na redu\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o de sal. Segundo um estudo publicado na revista cient\u00edfica Alzheimer&#8217;s &amp; Dementia, a nova dieta \u00e9 t\u00e3o eficaz que mesmo quem n\u00e3o segue o plano \u00e0 risca baixa em cerca de 35 por cento\u00a0 o risco de vir a sofrer\u00a0 da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>O estudo que sustenta a nova dieta<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo de nove anos, uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o da Rush University Medical Center acompanhou 923 adultos atrav\u00e9s de question\u00e1rios alimentares e testes neurol\u00f3gicos.\u00a0 Os volunt\u00e1rios que mais respeitaram os princ\u00edpios da dieta MIND registaram n\u00edveis de fun\u00e7\u00e3o cognitiva equivalente a pessoas cerca de 7,5 anos mais jovens. Mas t\u00e3o impressionante como este resultado \u00e9, segundo Martha Clare Morris, professora de epidemiologia e membro da equipa de investiga\u00e7\u00e3o, o facto de mesmo quem seguiu a dieta de forma moderada ter reduzido o risco de doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>\u00abNem a dieta mediterr\u00e2nica nem a DASH conferem resultados t\u00e3o positivos quando a ades\u00e3o \u00e9 moderada\u00bb, afirmou em entrevista ao Science Daily, acrescentando que j\u00e1 os fatores gen\u00e9ticos parecem representar apenas uma pequena responsabilidade no aparecimento tardio do Alzheimer. \u00abO que comemos pode ter um papel bem mais relevante na determina\u00e7\u00e3o de quem vir\u00e1 ou n\u00e3o a sofrer da doen\u00e7a\u00bb, refere.<\/p>\n<p><strong>Combina\u00e7\u00e3o de vantagens\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No passado recente, tanto a dieta mediterr\u00e2nica como a DASH revelaram importantes benef\u00edcios em termos neurocerebrais como no que toca \u00e0 prote\u00e7\u00e3o cardiovascular. Na sua ess\u00eancia a dieta DASH,centra-se no combate \u00e0 hipertens\u00e3o e colesterol elevado, ajudando a emagrecer. A filosofia da dieta mediterr\u00e2nica aposta na luta contra a obesidade e protege a sa\u00fade cardiovascular, controla o colesterol e ajuda a prevenir a doen\u00e7a de Alzheimer e cancro. Basicamente, s\u00e3o dietas que privilegiam a utiliza\u00e7\u00e3o de alimentos integrais, ricas em gorduras saud\u00e1veis e especiarias, e incentivam a ingest\u00e3o de vegetais e fruta.<\/p>\n<p>Mas a dieta MIND vai mais longe ao combinar as vantagens desses planos alimentares, enfatizando as suas particularidades, especialmente no que toca \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de dem\u00eancia gra\u00e7as \u00e0 maior ingest\u00e3o de fruta e tendo em conta 15 elementos. A lista inclui 10 grupos alimentares saud\u00e1veis para a fun\u00e7\u00e3o cerebral e cinco a evitar.<\/p>\n<p><strong>A opini\u00e3o de uma especialista portuguesa<\/strong><\/p>\n<p>\u00abA dieta MIND foi pensada no sentido de incluir os alimentos certos e nas quantidades que se sabem ser mais protetoras para a sa\u00fade cerebrovascular e cognitiva. As grandes inova\u00e7\u00f5es da dieta MIND t\u00eam reflexos na preven\u00e7\u00e3o da dem\u00eancia e permitem uma melhor fun\u00e7\u00e3o cerebral.\u00a0 A inclus\u00e3o de bagas vermelhas, por exemplo, permite desacelerar o decl\u00ednio cognitivo, e a utiliza\u00e7\u00e3o de verduras e de cereais integrais serve de fonte de antioxidantes e inclui vitaminas e sais minerais essenciais para o funcionamento de todas as c\u00e9lulas do organismo, em particular do c\u00e9rebro, protegendo-o de v\u00e1rios tipo de danos\u00bb, refere Belina Nunes, m\u00e9dica especialista em neurologia.<\/p>\n<p>Para quem quer seguir esta dieta, a especialista chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de o consumo di\u00e1rio de vinho, de apenas um copo, n\u00e3o ser ultrapassado. \u00abPor vezes diz-se de forma ligeira que o \u00e1lcool \u00e9 bom para o cora\u00e7\u00e3o, no entanto, as doses di\u00e1rias protetoras s\u00e3o extremamente baixas.\u00a0 O consumo excessivo \u00e9 totalmente prejudicial em especial para o c\u00e9rebro, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado e tubo digestivo\u00bb, explica ainda a especialista.<\/p>\n<p><strong>O papel dos \u00f3megas\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Belina Nunes, um aspeto importante da dieta MIND \u00e9 o facto de permitir reequilibrar o consumo de \u00f3mega 3 e de \u00f3mega 6, dois \u00e1cidos gordos essenciais para o organismo\u00a0 e que apenas podem ser obtidos atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o. Segundo o The European Food Information Council, \u00abnos \u00faltimos 150 anos, o consumo de \u00f3mega 6 [fornecido por alimentos como os \u00f3leos de milho, soja e girassol e a carne vermelha] tem vindo a aumentar, enquanto o consumo de \u00f3mega 3 [presente em cereais integrais, azeite, salm\u00e3o, cavala, sardinha, sarda, atum, vegetais, sementes de linha\u00e7a\u00a0 e fruta] tem diminuido, verificando-se, paralelamente, um aumento das doen\u00e7as card\u00edacas\u00bb.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, \u00aba raz\u00e3o \u00f3mega 6\/\u00f3mega 3 que na dieta ancestral era de um para um ou de dois para um, nas dietas ocidentais com predom\u00ednio de fastfood com gorduras monoinsaturadas pode atingir 15 para um e at\u00e9 25 para um. A dieta MIND pretende reintroduzir esse equil\u00edbrio atrav\u00e9s do predom\u00ednio de consumo de gorduras polinsaturadas (peixe, azeite e frutos secos) e da restri\u00e7\u00e3o do consumo de latic\u00ednios e de carne vermelha pelo seu conte\u00fado em gorduras monoinsaturadas que fazem desequilibrar a raz\u00e3o \u00f3mega 6\/\u00f3mega 3\u00bb, explica Belina Nunes.<\/p>\n<p><strong>Quem deve seguir esta dieta?<\/strong><\/p>\n<p>\u00abEste plano alimentar foi idealizado com um fim espec\u00edfico. Ainda assim, carece de confirma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica por parte de outros investigadores e da aplica\u00e7\u00e3o em outras amostras e tipologias cl\u00ednicas. Essa \u00e9 a forma ideal de estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o causa-efeito entre a dieta MIND e consequentes redu\u00e7\u00f5es de incid\u00eancia da doen\u00e7a de Alzheimer\u00bb, explica a investigadora Martha Clare Morris, em declara\u00e7\u00f5es ao Science Daily. Apesar disso, e mesmo n\u00e3o existindo hist\u00f3ria da doen\u00e7a de Alzheimer na fam\u00edlia, \u00e9 ben\u00e9fico adaptar os princ\u00edpios da dieta MIND\u00a0 \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se de um plano alimentar que privilegia o consumo de alimentos naturais, desenvolvido com base em investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre nutri\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade do c\u00e9rebro, \u00abcom benef\u00edcios n\u00e3o s\u00f3 para o c\u00e9rebro, mas tamb\u00e9m para o cora\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade em geral\u00bb, pode ler-se no site WebMD, onde especialistas aconselham ainda, como complemento \u00e0 dieta, \u00abbeber muita \u00e1gua, praticar exerc\u00edcio f\u00edsico regularmente e reduzir os n\u00edveis de stresse para diminuir ainda mais o risco de Alzheimer\u00bb.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os 10 grupos alimentares da dieta MIND:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Cereais integrais:\u00a0Tr\u00eas ou mais por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias.<\/p>\n<p>&#8211; Vegetais de folha verde:\u00a0Pelo menos seis por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Bagas vermelhas:\u00a0Pelo menos duas por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Peixe:\u00a0Uma por\u00e7\u00e3o por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Aves:\u00a0Duas por\u00e7\u00f5es por semana<\/p>\n<p>&#8211; Feij\u00e3o:\u00a0Pelo menos tr\u00eas por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Legumes:\u00a0Tr\u00eas por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Frutos secos:\u00a0Cinco por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Vinho tinto:\u00a0Um copo por dia.<\/p>\n<p>&#8211; Azeite:\u00a0Deve ser privilegiado em rela\u00e7\u00e3o a outra gordura na confe\u00e7\u00e3o das refei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os grupos de alimentos a evitar<\/p>\n<p>&#8211; Carne vermelha:\u00a0No m\u00e1ximo quatro por\u00e7\u00f5es por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Fritos, queijo e fastfood:\u00a0At\u00e9 uma vez por semana.<\/p>\n<p>&#8211; Manteiga e margarina:\u00a0No m\u00e1ximo uma colher (de sopa) por dia.<\/p>\n<p>&#8211; Doces:\u00a0At\u00e9 cinco vezes por semana.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios desta dieta para o organismo<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios deste regime para o organismo s\u00e3o v\u00e1rios, como explica a especialista. \u00abA dieta com predom\u00ednio de carne vermelha e alto teor de gorduras (fritos, doces, manteigas e margarinas) \u00e9 prejudicial para o cora\u00e7\u00e3o. Melhorando a nossa sa\u00fade cardio e cerebrovascular diminui-se, em muito, o risco de dem\u00eancia quer vascular, quer mesmo da doen\u00e7a de Alzheimer, porque os fatores de risco vascular aumentam o risco de desenvolver esta dem\u00eancia\u00bb, refere Belina Nunes, m\u00e9dica especialista em neurologia e diretora da Cl\u00ednica de Mem\u00f3ria<\/p>\n<p>O que caracteriza a doen\u00e7a de Alzheimer<\/p>\n<p>A sua preval\u00eancia duplica a cada cinco anos depois dos 65, tem origem multifatorial, com os fatores gen\u00e9ticos mais relevantes nos doentes com in\u00edcio precoce (antes dos 65 anos). Caracteriza-se por deteriora\u00e7\u00e3o mental progressiva manifestada por perda de mem\u00f3ria, capacidade de planeamento, confus\u00e3o, desorienta\u00e7\u00e3o temporal e espacial. As altera\u00e7\u00f5es verificadas devem-se a uma atrofia cerebral, inicialmente dos hipocampos e depois difusa, e progridem de modo irrevers\u00edvel. Em Portugal, o n\u00famero de portadores desta doen\u00e7a ronda os 130.000.<\/p>\n<p>Por\u00a0\u00a0<a href=\"mailto:prevenir@plotcontent.com\" rel=\"nofollow\">Carlos Eug\u00e9nio Augusto<\/a>\u00a0com Belina Nunes (m\u00e9dica especialista em neurologia e diretora da Cl\u00ednica de Mem\u00f3ria)<br \/>\nfonte: Sapo LifeStyle<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um novo regime alimentar que promete reduzir at\u00e9 53 por cento o risco de doen\u00e7a de Alzheimer. 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